Igreja Matriz

Reedificada em 1749, graças à magnanimidade de D. João V e à generosidade de dois beneméritos locais.

Foi, decerto, para agradecer e perpetuar a magnanimidade real que a reedificação se integrou perfeitamente no estilo joanino.

Na capela-mor evidencia-se a tribuna majestosa e atraente, onde avulta uma grande cruz, sustentando a imagem de Cristo morto, em tamanho natural e talhada com uma perfeição invulgar que esmiúça a anatomia humana até ao mais pequeno pormenor e espelha o reflexo da divindade, inspirando toda a pureza sentimental da Fé cristã e dignificando a escultura religiosa do século XVII.

A seguir ao arco cruzeiro, de cada lado da nave, há dois altares com evidentes características joaninas: magnificência ornamental que resulta das formas curvilíneas, dos medalhões e do uso da concha.

Debaixo do coro e no canto esquerdo assenta a pia baptismal de granito cor-de-rosa e forma oitavada, sob um arco decorado com um painel de azulejos que evoca o episódio solene do baptismo de Jesus no rio Jordão.

No frontispício joanino da igreja, sobre a porta principal voltada para o ocidente, em nicho altaneiro, de pé e exposto ao sol, à chuva e a todas as intempéries, enquadra-se um Santiago de pedra a definir e proclamar o seu título patronal.

Encostada ao lado direito da igreja e a substituir o campanário primitivo, ergue-se uma torre construída em 1857, com uma cúpula em forma de bolbo e um carrilhão sinfónico, entre os quais está o chamado «sino grade», cujas badaladas se repercutem nas encostas e enchem o vale com efusões de alegria quando tocam a festa e com suspiros de angustia quando dobram a finados.


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